10 de mar de 2011

"confissões de Adolescente - Cartas não entregues"

Me diz agora, com e que eu posso escrever que te amo, e isso não aliviar minha saudade, me diz o que você fez com o meu coração, pois não e querendo te assustar mais depois que você entrou nele, ele so vive pra e por você, depois que você apareceu nada mais foi como antes, grande parte mudou para melhor mais ainda tem aquela partezinha chata que insiste em me machucar, causando saudade, fazendo as horas durarem séculos, e me deixando louca de vontade estar vinte quatro horas ao seu lado, te olhando, te beijando, te sentindo, te tendo todo e por inteiro pra mim, aquela parte que se chama:Saudade de quem se AMA!!!
Agora estou aqui no meu quarto de frente pra janela que esta batendo um sol maravilhoso em mim e escrevendo com a minha saudade que foi a unica que restou depois que você saiu, e junto com ela comecei a lembrar de tudo que passei ao seu lado, os primeiros encontros, dos filmes, dos beijos, das brincadeiras, das suas ligações, de tudo que provei uma vez e não parei mais, de tudo que passei ao seu lado se eu pudesse mudar algo não mudaria nada, por mais que nada nem ninguém seja perfeito, o que estou vivendo ao seu lado não precisa de mudança alguma, não esta sendo um conto de fadas, e real... mais nem em mil sonhos eu iria sonhar algo assim, na realidade você realizou os sonhos que eu ainda nem tinha sonhado,conquistou coisas que nem eram pra ser conquistadas, e entrou onde eu jamais imaginei...na minha vida, no meu pensamento... no meu ♥

"A DOR QUE DÓI MAIS ...


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros